Quem foi Ernst Röhm, militar aliado a Hitler e homossexual assumido



Imagem: Ernst Röhm (à esquerda) e Adolf Hitler (à direita)/Crédito na foto



Os homossexuais constituíam uma das minorias sociais perseguidas pelo regime nazista.  Contudo, antes do Terceiro Reich, Berlim era considerada uma cidade liberal, com bares e cafés de gays e lésbicas, além de abrir em 1919 o Instituto de Pesquisas Sexuais que tinha uma organização chamada Comitê Científico-Humanitário, que promovia os direitos iguais para as pessoas LGBTQIA+. 

Tendo isso em mente, é mais fácil compreender o porquê que nos primórdios do regime o oficial alemão Ernst Röhm, um gay assumido, teve um papel de destaque se tornando o braço direito de Adolf Hitler.


VIDA E TRAJETÓRIA

Rohm foi um dos grandes responsáveis pela ascensão do Nazismo ao reconhecer que Hitler as qualidades de um líder hipnótico. Não atoa, o oficial passou a acompanhar o futuro ditador em seus comícios e assembleias e a liderar a SA (Sturmabteilung), a milícia do nazismo e predecessora da SS (Schutzstaffel).
Criou-se no início a falsa ideia de que se um líder homossexual estava ao lado de Hitler, logo esse grupo minoritário não seria perseguido. Mas não foi isso que aconteceu.

É quase impossível saber quantas pessoas LGBTQIA+ foram parar nos campos de concentração, mas estima-se que o número gira em torno de 10 mil e que por volta de 60% morreu em câmaras de gás ou durante experiências médicas. 


Além disso, Röhm também era anticapitalista e em 1933 passou a pressionar os aliados para que fizessem uma Segunda Revolução Nazista, que instaurasse o socialismo na Alemanha. 
Aos poucos, Röhm foi acumulando poder. Sua divisão militar poderia ter uma fusão com o exército militar, que era o sonho do oficial.

Entretanto, apesar dos milhões de integrantes na organização e do apoio militar que a SA deu no início, os líderes, que desejam a supremacia dos quartéis sobre a classe política, tiveram suas expectativas frustradas ao ter que lidar com a burocratização do movimento nazista. 



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O oficial, dessa forma, acumulava ano após ano um número cada vez maior de inimigos. Eles pediam a Hitler que ele fosse retirado, mas aparentemente o ditador não parecia se incomodar com a orientação sexual de Röhm só que era impossível ignorar a tensão.


Para piorar a situação, ele passou a se opor aos planos de Hitler e a falar publicamente sobre de um iminente golpe de Estado. A reivindicação de transformar a SA em uma milícia autônoma preocupou os generais.

Röhm então foi preso em junho de 1934 e levado para a prisão de Stadelheim. Ofereceram-lhe duas opções: suicídio ou ser morto. Como ele recusou a primeira, acabou sendo fuzilado dois dias depois, durante a Noite das Facas Longas.

Fontes:

BROICH, John. Os nazistas e a destruição do primeiro movimento dos direitos LGBT. In: HuffPost Brasil. Disponível em: <https://www.huffpostbrasil.com/2017/08/07/os-nazistas-e-a-destruicao-do-primeiro-movimento-dos-direitos-do_a_23068946/>. Publicado em: 7 ago. 2017.

1934: Hitler manda matar executar Ernst Röhm. In: Deutsche Welle. Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/1934-hitler-manda-executar-ernst-r%C3%B6hm/a-297910>.

PEREIRA, Joseane. Ernst Rohm, homossexual assumido e braço direito do Führer. In:  Aventuras na História. Disponível em: <https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-ernst-rohm-homossexual-assumido-que-era-braco-direito-de-hitler.phtml>. Publicado em: 22 mai. 2020. 


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