"Liga Anti-Máscara": conheça o grupo contra restrições na gripe espanhola

Gripe espanhola no Brasil: A outra peste | VEJA

O ano é 1919 e a cidade é São Francisco, nos Estados Unidos, no auge da pandemia da gripe espanhola um grupo de morados cansados das restrições da quarentena resolveram criar um grupo chamado "Liga Anti-Máscaras".

O grupo, formado por empresários, comerciantes e até mesmo alguns médicos e integrantes do governo, desconfiava da eficácia das máscaras no combate a doença. Além disso, queria o fim da quarentena. Para protestar, fizeram um encontro que reuniu mais de 2 mil em janeiro de 1919.

Veja a declaração de Charles Nelson, líder do movimento, no dia do encontro sobre o uso de máscaras:

"Violação de nossa liberdade pessoal e que não está de acordo com o espírito de um povo verdadeiramente democrático."


Como a medida de quarentena funcionou, os casos declinaram e isso influenciou que o prefeito de São Francisco, James Rolph, revogasse o uso obrigatório da máscara. Contudo, até o fim do mês de fevereiro, os casos até novembro dobraram.

Ao fim da pandemia, estima-se que 45.000 contraíram a gripe no estado e 3.500 morreram, representando uma das maiores taxas per capita nos Estados Unidos. Com a revelação dos números oficiais, é possível ver o quanto a doença prejudicou o país, levando a óbito 675 mil estadunidenses. 

Fonte: BBC.


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