Abolição da escravatura só foi votada pela elite para adiar a reforma agrária, afirma historiador

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Há mais de 130 anos, no dia 13 de maio e 1888, era aprovada umas das leis mais importantes, complexas e polêmicas da História do Brasil: a Lei Área. Segundo o historiador Felipe de Alencastro, um dos maiores historiadores brasileiros especializado em estudar a escravidão no Brasil, a lei tinha uma segunda intenção: evitar a reforma agrária.

Andre Rebouças, engenheiro e um dos maiores nomes do movimento abolicionista, já levantava a ideia sobre a repartição de terras. Ou seja, sua ideia era distribuir terras para ex-escravizados que fossem libertados.

Segundo Felipe de Alencastro a abolição foi vista pelo movimento republicano como um meio de engolir o projeto:

"A maior parte do movimento republicano fechou com os latifundiários para não mexer na propriedade rural"

De acordo com o historiador, em uma entrevista concedida para a BBC, a ideia de distribuição de terras não era pauta principal do movimento abolicionista e era defendia apenas por uma minoria.

" A maior parte do movimento republicano fechou com os latifundiários para trazer imigrantes que trabalhassem nas fazendas e não mexer na propriedade rural."

Ou seja, o movimento republicano não tinha interesse em distribuição de terras para os negros, pois seu real interesse era trazer imigrantes para trabalhar em fazendas. Muitos historiadores defendem que esse plano também consistia em "embranquecer" o Brasil. Na época, ideias eugenistas circulavam pelo mundo. O movimento eugenista teve grande impacto no Brasil, principalmente na década de 1930.

Fonte: BBC

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