5 características essenciais para entender o iluminismo



O Iluminismo foi uma corrente de pensamento que mudou radicalmente a sociedade moderna. Trata-se de um movimento intelectual que surgiu durante o século XVIII na Europa que promoveu mudanças políticas, econômicas e sociais, baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.


Por isso, confira abaixo 5 características essenciais para entender o Iluminismo:

  • Valorização da razão: 

A razão e o pensamento racionalista guiavam todos os desejos e as vontades iluministas. Os pensadores pautavam suas reflexões nas temáticas relacionadas à sociedade e ao mundo natural em que vivemos.

A partir de então, começaram a pensar sobre as desigualdades sociais, a composição de elementos naturais (como a água, por exemplo) e sobre as formas de governo, retomando uma discussão dos filósofos gregos antigos, principalmente Platão e Aristóteles.


Para o Iluminismo, a chave para decifrar tais indagações estava na capacidade no racionalismo, e não na tradição ou na religião.


  • Defesa da liberdade:

A liberdade também é importante, porque é ela que vai permitir que o cidadão consiga usufruir do uso público da razão, sendo este o caminho para que o homem saia de sua menoridade.

Veja esse fragmento de texto:
A liberdade individual se torna o centro da discussão sobre política, à medida que a filosofia política iluminista promovia a centralidade dos direitos individuais, diferenciando os compromissos dos antigos e medievais da ordem e hierarquia.

Nesse sentido, podemos afirmar que o iluminismo teve sua primeira expressão teórica, mais concentrada, em fins do século XVII, com o inglês John Locke – considerado o pai do liberalismo –, preocupado em “modificar” a concepção de súditos da coroa britânica para cidadãos. Defenderia a liberdade e a tolerância religiosa (MELLO; DONATO, 2011, p. 253).

  • Crítica a religião:

A relação da Igreja Católica com a tradição iluminista foi bastante conflitante. As liberdades modernas, que o iluminismo colocava no centro das suas reivindicações, eram percebidas pela autoridade eclesiástica como contrastantes com a absolutez (e a unicidade) da verdade.

Além disso, a igreja via como uma ameaça direta da sua legitimidade, enquanto atentavam contra o princípio de autoridade que está na base da estrutura hierárquica da Igreja.

E os filósofos por sua vez combatiam a imposição da verdade pela Igreja como pode ser visto no texto abaixo:

“para ser efetivamente livre a Razão não pode se submeter a nenhuma autoridade que a transcenda ou a nenhuma regra que lhe seja extrínseca: ela é, para si mesma, sua própria regra” (FORTES, 1985, p.18).




  • Contra o absolutismo: 

Os pensadores iluministas eram contra a centralização do poder. Toda a estrutura política e social do absolutismo foi violentamente atacada pela revolução intelectual do Iluminismo.

Eles defendiam que o poder deveria ser dividido em três:

- o poder legislativo (ou seja, o poder de fazer as leis) deveria ser atribuído a um Parlamento cujos deputados seriam eleitos pelos cidadãos;

- ao rei e aos seus ministros ficaria reservado o poder executivo que aplica as leis;

- o poder judicial (o poder de julgar quem não cumpre as leis) ficaria a cargo dos juízes que deveriam ser independentes dos demais poderes.

Com as críticas do iluminismo a centralização monárquica, acabou por se constituir num novo absolutismo, desta vez esclarecido e progressista, fundado numa ordem política expressa na constituição do Estado moderno e na existência de uma nova entidade coletiva que, a partir de agora, ia formar a nação.

O rei passa a ser senhor absoluto, símbolo nacional.
  • Apoio da burguesia:


O Iluminismo tinha o apoio da burguesia, pois os pensadores e os burgueses tinham interesses comuns. O espírito iluminista formou-se na Holanda que, no século XVII, era um país com economia de mercado desenvolvida e poder político controlado por uma burguesia próspera, culta e tolerante.

Esse movimento, que amadureceu no século XVIII e tomou o nome de Iluminismo, se expandiu pelo norte da Europa e influenciou a América. 
No inicio do séc. XVIII, a burguesia europeia já era uma forte e rica classe social.

Contudo, eles permaneciam sem acesso ao poder político que continuava nas mãos dos reis. As ideias iluministas surgiram neste contexto como resposta aos problemas enfrentados por esta classe, como a intervenção do Estado na economia e os limites de sua atuação política.

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