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O que o álcool, o sufrágio universal e o feminismo tem em comum?




 Em 1830 um adolescente americano bebia 88 garrafas de whisky por ano 3 vezes mais do que adolescentes do seculo 21 bebem. O gasto do bebida alcoólica do americano era maior que os gastos do governo federal e em poucos anos 1/3 do orçamento federal vinha da taxa do álcool. Não haviam duvidas, os Estados Unidos da América estavam se tornando uma nação de bêbados. Naquela época, não existia uma lei sobre violência doméstica muito menos se questionavam sobre políticas para manter as mulheres seguras.

 O resultado disso é que era tão comum uma mulher ser espancada pelo seu marido quanto o estupro matrimonial. Vários movimentos começaram a surgir Washingtonianos (basicamente a primeira versão dos alcoólicos anônimos) e Temperança. Esses movimentos lutavam pela sobriedade das pessoas, especialmente dos homens.

 Uma das grandes manifestações feministas da Histórica aconteceu nesses movimentos. As mulheres que eram a maior vítima do abuso do álcool começaram a se organizar para acabar com ele mal. No meio desse processo, as mulheres começaram a ver que elas também tinham importância na sociedade e que teriam poder de mudar as coisas.

 Frances Elizabeth Caroline Willard, líder da UMTC, foi um grande nome desse movimento. Elizabeth chegou a comandar um exercito nacional pacífico de 250 mil pessoas contra o álcool. Além disso, Elizabeth pioneira na educação para mulheres e o maior nome do direito das mulheres da época. UMTC tinha várias causas: enfermeiras para prisões femininas, mesmos salários para mesmos trabalhos, e aumentar a idade do consentimento sexual de 10 para 16 anos e defendia o direito de voto para as mulheres.

 Diante de todo esse cenário de protestos contra o consumo de bebidas alcoólicas surgia a semente do feminismo ocidental. De onde eu tirei essas informações? Do documentário Prohibition produzido pela PBS disponível na Netflix. O documentário é divido em 3 episódios que falam sobre como surgiu a Lei Seca nos Estados Unidos e o que isso gerou para sociedade. Para ler uma resenha completa sobre o documentário, clique aqui.



Fonte: PBS

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