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Mulheres na guerra: as soviéticas responsáveis por matar nazistas

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Não havia somente homens no front. Mulheres jovens também se faziam presentes, algumas eram até crianças, e vinham de toda a União Soviética. O Exército Vermelho as recrutou para a Segunda Guerra Mundial com o objetivo de utilizá-las como franco-atiradoras: tinham que apontar suas armas à distância e matar os soldados inimigos.

Uma das maiores franco-atiradas foi a lendária Liudmila Pavlichenko que teria chegado a matar 309 homens. A maioria foi com sua espingarda semiautomática Tokarev SVT-40 com mira telescópia com aumento de 3,5 vezes. Sua história é contada no filme Battle for Sevastopol.

Elas foram treinadas junto com os homens e sofreram com eles os horrores da guerra. Tinham suas tranças cortadas, não possuíam roupas e sapatos adequados, muito menos instalações sanitárias específicas. Deviam suportar o violento recuo do fuzil e permanecer imóveis por um longo período.

Natasha Kovshova (que tinha como assinatura atingir seus alvos no nariz) e Masha Polivánova eram uma das duplas mais notáveis de franco-atiradoras. Elas foram feridas em 1942, em Sutoki-Byakovo juntamente com um parceiro. Ele conseguiu fugir, mas as moças decidiram que não cairiam vivas nas mãos do inimigo (até porque isso significaria violação, tortura e execução). Então, elas tiraram o pino de segurança de suas granadas, esperaram a chegada dos atacantes e então explodiram, morrendo e levando alguns alemães.

Outra franco-atiradora foi Bella Morózova. Ela tinha apenas 19 anos e quando recebeu a medalha que havia ganhou tentou mostrar apenas um lado do rosto. Isso porque uma bala entrou pela têmpora do outro lado, atravessando sua cavidade nasal deixando-a sem um olho. O soldado que se apaixonou por ela não mudou de opinião depois de vê-la dessa forma, eles formaram uma família depois da guerra vivendo juntos por muitos anos.


Sofrimentos durante e pós guerra


Muitas delas nunca haviam alvejado um ser humano com sua arma, então algumas chegavam a chorar. Tonia Majliaguina se lamentou depois de ter abatido sua primeira vítima: "Ele era pai de alguém e eu o matei!". Com o tempo a morte foi deixando de impressioná-las. "Um cartucho, um fascista!", dizia Roza Shánina.

Se hoje ainda se faz presente o machismo e sexismo na nossa sociedade, no século XX não era diferente. Além da pressão de ter que matar o inimigo, as mulheres combatentes tinham que suportar o assédio e abuso que vinham de seus comandantes e colegas, que costumavam estar bêbados. E, mesmo quando eram reconhecidas recebendo o título de Heroínas da URSS, elas não podiam fazer carreira no Exército e ainda podiam ser xingadas de mulheres-machos ou prostitutas.


Fonte: El País

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