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Cerveja portuguesa diz que vai ‘conquistar a África’




Até os dias de hoje são sentindo os efeitos da colonização portuguesa em países africanos. O período que ficou conhecido como "As Grandes Navegações" marcou a História da humanidade como um dos momentos mais tenebrosos e sanguinários. Porém, a escravidão negra parece ser uma coisa já superada para uma marca de cerveja portuguesa. “Os portugueses são conquistadores. Gostam de deixar marca por onde passam”, diz o anúncio publicado pela Quinas no Facebook anunciando a chegada dos produtos na África do Sul.

A "propaganda" espantou os internautas pela sua falta de empatia com um passado de dor causado pelo programa colonizatório. Durante séculos, países como Angola, Moçambique e outras nações do Oeste Africano sofreram com o Imperialismo. O processo de dominação abalou politicamente e economicamente os países de África.

Em 1482, uma dúzia de navios portugueses ancoraram no oeste africano. A missão dada pelo rei dom João 2º era construir uma fortaleza militar e defender os interesses econômicos de Portugal na região.Uma das justificativas para sustentar a exploração de escravos africanos era comercial. Pois, que somente com os escravos seria possível manter os baixos preços de produtos como açúcar, arroz, café, anil, fumo, metais e pedras preciosas.

O tráfico negreiro foi responsável pelo deslocamento forçado de 12,5 milhões de pessoas da África e calcula-se que um terço foi para a América Portuguesa. Esse foi o maior deslocamento involuntário de pessoas durante toda a história. Foi o trabalho forçado e não remunerado do africano que garantiu ao consumidor europeu o acesso aos metais preciosos, açúcar, café e outros produzidos nas colônias.

O setor açucareiro absorveu 80% dos negros retirados da África. Havia dois pontos, o norte, de expedições que partiam da Europa e da América do Norte; e o sul, partindo do Brasil.

Os portos que mais recebiam negros estavam localizados no Rio de Janeiro, em Salvador (BA) e Recife; na Inglaterra destacam-se Liverpool, Londres e Bristol. Na França, a cidade de Nantes era um importante local de venda de escravizados. Juntos, esses portos foram responsáveis por receber 71% dos escravos.

O Brasil foi responsável por 40% do comércio de negros para exploração de mão de obra escrava. Dos cerca de 12,5 milhões de pessoas exploradas, 5,8 milhões desembarcaram no país, segundo alguns estudos.



Fonte: Hypness 

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