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O dia que o imperador do Japão falou que não era um Deus

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 O imperador do Japão, Hirohito, era considerado uma divindade pelo seu povo. Ele não aparecia com roupas normais, mas sim sempre vestindo roupas dignas de um imperador perfeito e divino, como um deus que acreditavam ser descendente da deusa do sol, Amaterasu.

 Na Segunda Guerra Mundial, o Japão declarou guerra aos Estados Unidos. Como eles nunca tinham perdido uma guerra, a pressão sobre a população e o imperador era grande. Contudo muitos japoneses morreram e tinham que aceitar a derrota e encerrar a guerra, o que para eles era algo muito difícil.

 Boa parte da população tinha receio de que o imperador não fosse aceitar a perda e mandar que todos se sacrificassem em nome da pátria. Ele só se pronunciou diretamente ao povo japonês em 15 de agosto de 1945 durante uma transmissão de rádio declarando o fim da guerra com os Estados Unidos.

 Ele recomendou que se tolerasse o intolerável além de que, ao ver o sofrimento do povo, seus órgãos vitais teriam se partido construindo mais sua imagem divina. Porém, após a derrota e o mundo entrar em crise, diversos oficiais e líderes de vários países passaram a ser investigados, inclusive Hirohito, que alterou sua estratégia para atrair seus súditos.

 Por conta dessa derrota, seus poderes foram diminuídos e ele optou fazer mais outra transmissão de rádio no dia 1 de janeiro de 1946 onde afirmou não ser um deus, que sua família não tinha relação divina e seu sangue era igual a dos demais.

 Hirohito ficou no poder até 1989, ano de sua morte, não porque os japoneses ou sua família escolheram mas por decisão do marechal Douglas MacArthur, um oficial norte-americano que ocupou o Japão pós-guerra.


Fonte: Aventuras na História.

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