Unesco disponibiliza 8 livros em PDF sobre a História Geral da África

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É triste admitir, mas no meio acadêmico ainda temos um certo desprezo pela História da África. Nas escolas então, nem se fala. É raro ver algum colégio que ofereça estudos sobre o assunto, o que é uma pena, pois se trata de um continente muito rico em diversidade e cultura. É por isso que nos últimos anos, muitas entidades vem se organizando para mudar essa problemática e uma delas é a Unesco.

A História Geral da África (HGA) é uma coleção de 8 volumes construídos por um longo projeto iniciado pela UNESCO desde 1964 até o presente a pedido dos países da comunidade africana como também de comunidades descendentes de africanos em outros continentes.

A Conferência Geral de 1964 da UNESCO, durante a sua 13ª Sessão, encarregou a Organização para empreender esta iniciativa. Isso ocorreu após os recém-independentes Estados-Membros africanos expressarem forte desejo de recuperar sua identidade cultural, para corrigir a ignorância generalizada sobre a história de seu continente e para se libertar dos preconceitos discriminatórios.

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Os trabalhos foram liderados pelo Comitê Científico Internacional da UNESCO para a Redação da História Geral da África, um colegiado formado por 39 especialistas, dois terços deles africanos.

Ao todo, a realização da coleção contou com mais de 350 especialistas entre historiadores, antropólogos, filósofos e políticos, como Joseph Ki-Zerbo, Cheikh Anta Diop,Theophile Obenga, Ali Mazrui, Gamal Mokhtar, Bethwell A. Ogot.


Por que estudar a História da África? 

É necessário ter uma nova ótica sobre a trajetória das sociedades humanas, buscando uma perspectiva que seja menos eurocêntrica possível e fazer a inclusão de novos espaços e sujeitos no mapa da história.

Temos que reconhecer a presença africana e ver como ela amplia a nossa concepção de mundo nos permitindo notar determinados aspectos das relações entre povos e regiões do planeta ao longo do tempo por nós ainda pouco conhecidos e compreendidos.

Essa experiência abre novos horizontes para o nosso entendimento sobre processos históricos e dinâmicas sociais que a negação secular da história africana nos currículos escolares e universitários no Brasil nos levou a não perceber e, por consequência, interpretar de forma equivocada.




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