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Klaus Barbie: um nazista que ajudou na ditadura da Bolívia

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A Ditadura Militar da Bolívia (1964-1982) teve a ajuda de um carrasco nazista que era contratado pelos Estados Unidos. Klaus Barbie, o "Açougueiro de Lyon", foi recrutado pela SS (Schutzstaffel), esquadrão leal à Hitler, em 1935.

Cerca de cinco anos depois ele foi para Haia, na Holanda. Seu propósito era capturar inimigos políticos alemães nos países baixos e, evidentemente, o povo judeu. Ele também ajudou na tomada da França ganhando um posto de comando na cidade de Lyon.

Para manter o controle alemão no país, mataram Jean Moulin, o líder dos Maquis - resistência francesa contra a ocupação nazista. Além de ser responsável por essa morte, Barbie também deportou cerca de 4 mil judeus para campos de concentração, enviou 44 crianças órfãs para as câmaras de gás de Auschwitz e mandou torturar, abusar ou executar muitos outros.

Já no fim da Segunda Guerra Mundial, ele espacou duas vezes das forças aliadas até ser capturado pelo Exército norte-americano em 1947 e fugir novamente graças a ajuda de um padre croata. Barbie adotou outro nome (Klaus Altmann), foi para a Argentina e em seguida para a Bolívia onde entrou na inteligência militar da ditadura boliviana. Foi conselheiro da CIA em iniciativas anticomunistas na América Latina até anos depois ser reconhecido por caçadores de nazistas (Serge Klarsfeld e Beatte Kunzel).

O "Açougueiro de Lyon" foi extraditado para a França após pressão da opinião pública e em 1987 foi julgado pelo que fez contra a resistência francesa crimes contra a humanidade cometidos entre 1942 e 1944. Foi setenciado a passar o resto de seus dias na prisão, a mais grave punição prevista na legislação francesa e morreu de câncer no hospital da prisão de Lyon em 1991, aos 77 anos.


Fonte: History, Opera Mundi e Super Interessante.

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