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Homens que limpavam a bunda do rei Henrique VII possuíam grande poder


Enrique 8º e sua esposa, Ana Bolena, observador pela rainha Catalina de observados por la reinha Catarina de Aragão (à porta), além de um grupo de cortesãos. Pintura de Marcus Stone, 1870. Coleção particular.

 Todos que possuem ambições políticas na Inglaterra do século XVI, período do reinado de Henrique 8°, deveriam aspirar a uma das posições na corte do rei: limpar o traseiro da majestade.
 Durante a autocracia no período conhecido como Casa de Tudor, a arena política da Inglaterra não era o Parlamento, mas sim a corte real. Ser um cortesão e não um deputado era o início para se ascender dentro da família real. Tendo os contatos certos, era possível que um oficial camareiro da corte chegasse ao posto de cortesão.

 Dessa forma, alguém que executasse um trabalho de baixa categoria poderia impressionar o rei ou alguma das “facções” que trabalhavam para ele. Esses grupos podiam ser protestantes (radicais) ou católicos (conservadoras) sendo liderados por homens como Thomas Cromwell e Thomas Howard, duque de Norfolk.

 Quanto mais íntimas e próximas fossem as relações com o rei, mais facilmente o cortesão virava um alvo importante das facções que queriam influenciar a coroa.
 Independente do palácio utilizado por Henrique 8°, o centro da corte era sua “câmara privada”. Os “cavaleiros da câmara” eram pagos para servir e serem amigos do rei. Existiam outros súditos mais íntimos que eram “amigos” como também ajudavam o rei a se vestir. Contudo, havia outros níveis de proximidade que possuíam acesso ao quarto de Henrique 8°, os chamados “senhores do corpo”.

 Eles o acordavam pela manhã e tinham o controle de quem saía ou entrava além de o ajudar a comer, a trocar o colete e as calças. Porém, a posição mais próxima era conhecida como “groom of the stool” – “serviçal do banquinho”, referência ao móvel utilizado pelo rei para fazer suas necessidades. Ou seja, esses cuidadores tinham a tarefa de limpar as partes íntimas do rei após ele evacuar. Depois a expressão foi substituída por algo como “garçom das fezes”.
 Henrique 8° confiava tanto que eles eram chamados de “os principais cavalheiros da câmara”. Desde Henrique 7°, quem ocupava essa posição também gerenciava as finanças pessoais do rei, quer dizer, eles praticamente eram responsáveis pela política fiscal da Inglaterra.



Fonte: BBC.

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