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ONU aprova resolução que pede fim de bloqueio a Cuba: Israel e EUA foram contra


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 Em uma assembléia histórica a ONU aprovou nessa quinta-feira (01/11) uma resolução pedindo o fim do embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba, que existe desde 1960.
A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira (01/11) uma resolução que pede o fim do bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba, vigente desde os anos 1960.

 Por 189 votos a favor e 2 contra, a resolução foi discutida e aprovada pela 26ª vez consecutiva. Votaram contra EUA e Israel, e não houve abstenções.

 O embaixador cubano na ONU, Bruno Rodríguez, disse em seu discurso que a procedência do bloqueio é uma "violação flagrante" contra a ilha. "O bloqueio constitui uma violação flagrante, massiva e sistemática dos direitos humanos das cubanas e dos cubanos e tem sido um impedimento essencial para as aspirações de bem-estar e prosperidade de várias gerações" e complementou com "o bloqueio continua sendo o obstáculo fundamental do desenvolvimento cubano" e que ameaça a liberdade das nações. "É um ato de agressão e de guerra econômica", afirmou.


O que é o Embargo Econômico sobre Cuba?


 O embargo dos Estados Unidos a Cuba é um embargo econômico, comercial e financeiro que foi imposto a a Cuba pelos EUA que começou  em Outubro de 1960, como resposta do governo americano às expropriações das propriedades de cidadãos e companhias americanas na ilha, levadas a cabo pelo ainda incipiente governo revolucionário cubano. Já no ano de 1992, o embargo adquiriu caráter de lei e, em 1996, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a chamada Lei Helms-Burton, a qual proibiu os cidadãos americanos de realizar negócios dentro da ilha ou com o governo cubano.



Efeitos e consequências


 Após cinco décadas, mais de 70% da população do país nasceu em meio ao embargo e às dificuldades trazidas por ele. A situação se agravou a partir da década de 1990, quando a União Soviética entrou em colapso e, junto com ela, sumiram subsídios anuais estimados em US$ 4 bilhões e o apoio político dado pelo governo soviético a Cuba. Isso levou o governo do país a racionar comida, energia e bens de consumo e a injetar dinheiro na economia para manter os preços de moradia e comida baixos. Ao mesmo tempo, esse período de crise fez com que alguns controles governamentais fossem atenuados. Empresas passaram a poder importar e exportar sem pedir permissão ao governo. Zonas de livre comércio foram criadas. As perdas da economia cubana em mais de 50 anos de bloqueio norte-americano superam os 100 bilhões de dólares até 2011, de acordo com autoridades do país. Caso seja levada em conta a desvalorização do dólar frente ao padrão ouro nesse meio século, a cifra superaria o trilhão de dólares.


Novos Caminhos



 Cuba se prepara para a transição do modelo socialista de partido único aberto ao mercado. Em nota, o partido divulgou que “se acrescenta o reconhecimento do papel do mercado e de novas formas de propriedade, entre elas a privada”, mas se reafirma que em Cuba o sistema econômico “mantém como princípios essenciais a propriedade socialista de todo o povo sobre os meios fundamentais de produção”. A reforma vem sendo elaborada secretamente há vários anos.









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