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6 brasileiros que lutaram pelo fim da escravidão no país


 Em 1888 a escravidão foi abolida no Brasil através da Lei Áurea assinada pela princesa Isabel, filha do imperador Dom Pedro II. Contudo, deve se ter em mente que não foi um puro ato de bondade por parte da monarquia, mas sim resultado de diversos acontecimentos como por exemplo o crescimento do movimento abolicionista na década de 1880. 

Veja a história dos 6 brasileiros protagonistas nessa luta:

Adelina


 Era escrava do próprio pai, vendia nas ruas e estabelecimentos comerciais os charutos que ele produzia e acabava observando os discursos abolicionista optando por se envolver na causa. 

 Ela mandava ao Clube dos Mortos – associação que escondia escravos e promovia sua fuga – informações sobre ações policiais e estratégias dos escravistas, segundo o Dicionário da Escravidão Negra no Brasil, de Clóvis Moura.

 Adelina aprendeu a ler e escrever já que era escrava criada na casa grande. Não se sabe sua data de nascimento, de morte e nem seu sobrenome. 



Luís Gama 

 Nasceu em 1830, em Salvador (BA), e era filho de mãe africana livre e pai branco de origem portuguesa. Ainda criança, sua mãe, Luísa, teria participado da revolta dos Malês pelo fim da escravidão. Aos 10, sob os cuidados de um amigo de seu pai, foi vendido como escravo.

 Quando tinha 17, Gama aprendeu a ler e escrever com um estudante de direito e reivindicou sua liberdade ao seu proprietário já que nasceu livre. Se tornou advogado autodidata e criou uma nova forma de ativismo abolicionista ao entrar com ações na Justiça para libertar as pessoas em condição de escravidão. Seu principal argumento era que os africanos levados para o Brasil tinha sido escravizados ilegalmente após 1831 já que nessa época foi assinado a proibição do tráfico de escravos. 

Ele morreu em 1882 e seu funeral foi seguido por uma multidão.

Maria Tomásia Figueira Lima

 Era filha de uma família tradicional de Sobral (CE), mas foi para Fortaleza após se casar com o abolicionista Francisco de Paula de Oliveira Lima. Lá, ela virou uma das principais articuladores do movimento que levou o Estado a decretar a libertação dos escravos 4 anos antes da Lei Áurea. 

 Maria Tomásia foi cofundadora e a primeira presidente da Sociedade das Cearenses Libertadoras que reunia 22 mulheres de famílias influentes para falar a favor da abolição, segundo o Dicionário de Mulheres do Brasil. Assinaram 12 cartas de alforria, fizeram os senhores de engenho assinarem mais 72 além de conseguir o apoio financeiro do Dom Pedro II. 

 Essas mulheres promoviam a libertação dos escravos do interior do Ceará e publicavam textos nos jornais. Maria Tomásia estava presente na Assembleia Legislativa em 25 de março de 1884, dia em que foi realizado o ato oficial de libertação dos escravos do Ceará.

André Rebouças

 Ele nasceu em uma família negra e livre incluída na sociedade imperial em 1838. Estudou engenharia sendo responsável por várias obras importantes como a estrada de ferro que liga Curitiba ao porto de Paranaguá. 

 Rebouças participou de sociedades abolicionistas virando um dos principais articuladores do movimento usando sua profissão para isso – ele fazia lobby, ligava os abolicionistas da elite as instituições políticas. Ele achava que os libertos tinham que ter acesso à terra e a direitos para serem integrados e era contra o pagamento de indenização aos senhores de escravo em troca de liberdade, pois via que isso validava que alguém tivesse posse de outra pessoa.

A Avenida Rebouças, em São Paulo, é uma homenagem a ele e seu irmão Antonio.



Maria Firmina dos Reis

 Era uma mulher negra e livre. Se tornou professora primária e publicou Úrsula, visto por alguns historiadores como o primeiro romance abolicionista do Brasil, que narra a história de um triângulo amoroso em que os 3 personagens principais são negros e questionam o sistema escravocrata.

 Maria Firmina escrevia poemas, contos e artigos sobre a escravidão em revistas no Maranhão. Criou uma escola gratuita e mista para crianças pobres onde era professora, segundo o Dicionário de Mulheres do Brasil: de 1500 Até a Atualidade.

Francisco José do Nascimento, Dragão do Mar

 Foi membro do Movimento Abolicionista Cearense, comandou em 1881 uma greve de jangadeiros que levavam os negros escravizados para navios que iam para os demais estados. Esse movimento interrompeu o tráfico negreiro por alguns dias.

 Se tornou símbolo da luta pela libertação dos escravos, de acordo com o registro de Clóvis Moura, e foi exonerado de seu cargo já que o comércio de escravizados estava paralisado. Após a abolição, ele virou Major Ajudante de Ordens do Secretário Geral do Comando superior da Guarda Nacional do Estado do Ceará. Morreu como primeiro-tenente honorário da Armada em 1914.


Fonte: BBC.

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