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15 de novembro: porque historiadores defendem que a monarquia sofreu um golpe?

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 Antes de mergulharmos na temática abordada precisamos saber o conceito de golpe.


O que é um Golpe?

 O golpe é quando um grupo derruba de forma ilegal um governo legítimo constitucionalmente podendo ocorrer de várias formas. Sendo de forma violenta, pacífica, representando os interesses de várias camadas da sociedade ou de uma minoria. Ele é nomeado dessa forma, pois produz uma ruptura institucional repentina que contraria a normalidade da ordem vigente do Estado. O golpe de Estado pode ser feito pela elite política, pela elite do Estado ou pelas forças armadas, ou seja, um movimento de dentro para fora. Normalmente, é realizado com pouca participação popular e preservar a ordem econômica-social vigente. Podemos citar dos golpes que aconteceram no Brasil: o Golpe Republicano e o Golpe de 1964, pois ambos se encaixam nessas considerações. Para saber mais sobre o assunto, clique aqui.


Por que segundo alguns historiadores a monarquia brasileira sofreu um golpe?

 Hoje a Proclamação da República Brasileira completa 129 anos e foi consequência de um levante político-militar marcada pela figura de Marechal Deodoro da Fonseca. Além de ter sido o responsável pelo movimento, ele foi o primeiro Presidente da República em um governo provisório (1889-1891) sendo sucedido por Marechal Floriano Peixoto.

 Alguns historiadores como José Murilo de Carvalho, que escreveu sobre os períodos monárquico e republicano no Brasil, sustentam a ideia que a Proclamação se deu por um golpe e que não teve a participação popular, sendo esse distanciamento da maior parcela da população sobre decisões políticos um problema que segue ainda hoje.

 Segundo José Murilo de Carvalho, é possível afirmar que a proclamação foi obra quase totalmente dos militares.

 Contudo, apesar de ver a fundação da República como um golpe, questionar sua legitimidade, como vem sendo feita por movimentos monarquistas, seria um revisionismo histórico. Marcos Napolitano, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) entende dessa forma.

 "Se pensarmos que a monarquia era um regime historicamente vinculado à escravidão (esta sim, uma instituição ilegítima, sob quaisquer aspectos), acho pessoalmente que a fundação da República foi um processo político legítimo que, infelizmente, não veio acompanhado de reformas democratizantes e inclusivas", disse.

Fonte: BBC e Info Escola.


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