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Qual é a possibilidade de uma guerra entre China e EUA?

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 Na semana passada o economista político nipo-estadunidense Francis Fukuyama, que foi figura chave e um dos ideólogos do governo Ronald Reagan e considerado um dos maiores liberais das últimas décadas, deu uma entrevista para a revista New States Man. Na entrevista, Fukuyuma disse que não acha impossível existir um conflito entre as duas super potências. Para você que vai fazer ENEM e está interessado em entrar na faculdade, também é uma boa, pois o tema é quase certo de ser cobrado na prova.


“Eu acho que as pessoas seriam muito tolas para descartar isso, eu posso pensar em muitos cenários pelos quais tal guerra poderia começar. Eu não acho que seria um ataque deliberado de um país do outro - como a Alemanha invadindo a Polônia em 1939 - é mais provável que saia de um conflito local sobre Taiwan, sobre a Coréia do Norte, possivelmente um confronto no Mar do Sul da China."


Cenário da América Latina

 E não para por aí. Ontem, Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil. Jair já demonstrou ter um discurso anti-china e pró Estados Unidos. Mas como que isso se configura na prática? Já temos ciência que os Estados Unidos querem derrubar o governo venezuelano de Maduro. Porém, não consegue dar um golpe de dentro pra fora, pelo motivo de que grande parte da população ainda apoia Maduro, herança do Chavismo, e pelo fato de Maduro ter total controle sobre os militares. Como não é possível um golpe de dentro pra fora, certamente terá um de fora pra dentro. Há um ano Donald Trump disse que tem uma "opção militar" para Venezuela, antes rechaçada, agora começa a ganhar força. Hoje, o governo colombiano sugeriu uma aliança militar com o Brasil para derrubar o governo de Maduro. Será que realmente estamos caminhando para uma possível guerra? Ou uma Guerra Fria?


Interesses da China na América Latina

 Muitos falaram do polêmico jantar luxuoso que Maduro fez em uma viagem, porém, poucos falaram de onde ele estava voltando. Maduro foi na china e assinou 28 acordos de cooperação estratégica. Mas a parceria China-Venezuela não é nova. Em 10 anos o governo chinês injetou cerca de 50 bilhões de dólares na Venezuela para fortalecer um governo anti-EUA na América Latina. Vale lembrar que a Venezuela tem a maior reserva de petróleo do mundo e é por isso que a região está em palco de disputa entre a China e os Estados Unidos. 
A contribuição financeira chinesa para a recuperação da economia venezuelana é resultado dos acordos bilaterais entre os países, assinados em setembro deste ano. Entre os convênios firmados está a ampliação da exportação de petróleo para a China. A nova meta estabelecida é a de aumentar para 1 milhão de barris a exportação diária. Hoje esse número é de 330 mil barris/dia.

Taiwan como possível pontapé 

 A China, que considera que Taiwan faz parte de seu território, se nega a reconhecer sua soberania e isso vem conturbando o cenário asiático. Atualmente, o pensamento mais comum é de que a Ásia esteja à beira de uma nova Guerra Fria. Se isso acontecesse, significaria que a rivalidade que tem crescido é transformada em competição militarizada que pode levar a região a um ciclo de confusão. Enquanto o Pentágono não vê nada de extraordinário no fato de dois destróieres norte-americanos terem atravessado em 7 de julho o estreito de Taiwan, para a mídia chinesa essas ações de Washington estão agravando as tensões na região. O governo dos Estados Unidos mantém lanços ambíguos com Taiwan: reconhece a República Popular da China desde 1979, mas conserva as relações comerciais e uma aliança militar com a ilha, para a qual vende armas. Esta proximidade irrita as autoridades comunistas. Já ficou claro que, os interesses da China e dos Estados unidos são completamente diferentes na região e isso pode desencadear um conflito sério.


Aliado de peso


 A Rússia e a China iniciaram exercícios militares conjuntos no mês passado. Além disso, os presidentes de ambos os países se reuniram à margem do Fórum Econômico do Oriente para discutir a cooperação militar e comercial. Segundo o analista Mark Sleboda, no Oriente está se formando uma nova aliança. Mais de 300.000 militares, 36.000 tanques, 1.000 aviões e 80 navios de guerra e navios de apoio participam das manobras Vostok 2018, que decorrem em cinco campos de treinamento militar e nas águas do mar do Japão (também conhecido como mar do Leste). Aproximadamente 3.200 efetivos do Exército de Libertação do Povo da China (PLA) se unirão aos exercícios, segundo a agência Al-Jazeera. Em declaração, os dois governos disseram que "medidas são para se prevenir contra uma possível ameaça", mas não especificaram qual seria essa ameaça.

Interesse Russo


 A Rússia enviou uma delegação de alto escalão à Venezuela para consultar a cúpula do governo a respeito de um plano para conter o brutal colapso econômico de um importante aliado do Kremlin. A equipe russa tem a inteção de oferecer assistência a Venezuela para que o país supere a crise. A delegação russa planeja se reunir com o Banco Central e com o Ministério de Economia venezuelano para disctutiri formas de reconstruir as reservas internacionais esgotadas da Venezuela. Além disso, a China também está presente: uma delegação chinesa está na capital da Venezuela para conversar a respeito da estabilização da moeda. 

 Armadilha de Tucídides

"Armadilha de Tucídides" é um padrão recorrente. Ao longo dos últimos 500 anos, houve 16 casos em que uma nação em ascendência pertubou a posição de um estado dominante. Em 12 desse 16 casos, o resultado foi uma guerra. Bem, uma coisa é certa: a guerra comercial entre EUA e China já é uma realidade. Essa relação conturbada entre as duas superpotências vem mudando radicalmente a forma como o mercado se comporta. Muitos especialistas, como Fukuyama, acham que o próximo estágio dessa guerra comercial será uma guerra indireta entre os dois países. De acordo com O cientista politico Leonid Krutakov o confronto entre China e EUA seguirá crescendo à medida que ambas as partes se preparem para uma guerra possível.

"Hoje em dia o mundo se encontra na margem da Terceira Guerra Mundial. Discrepâncias extremadamente sérias estão sendo acumuladas na economia mundial e estas discrepâncias são mais profundas do que as da Segunda Guerra Mundial", afirmou Krutakov.

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