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ENEM 2018: Veja 6 possíveis temas de redação

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O ENEM 2018 está próximo e tanto estudantes quanto professores tentam adivinhar qual será o tema da redação.


 Não há como prever o que irá cair, porém deve-se ter em mente que o exame tem por preferências questões atuais, que estão sendo debatidas pela sociedade. O que resta agora é treinar e ler bastante sobre os possíveis temas.


1. Obesidade no Brasil: um caso de saúde pública


Dados do Ministério da Saúde mostram que 18,9% da população acima de 18 anos nas capitais brasileiras é obesa. O percentual é 60,2% maior que o obtido em 2006 quando essa parcela era de 11,8%.


 Porém, a notícia é boa já que o número indica que começa a estagnar a epidemia da obesidade, isso pode ser explicado pela mudança nos hábitos dos brasileiros que consomem agora menos bebidas adoçadas e se exercita um pouco mais. A queda do consumo de bebidas, em 10 anos, foi de 52,8%, agora os moradores que dizem fazer uso regular desses produtos é de 14,6% - em 2007 era de 30,9%.

A obesidade infantil:

Apesar dessa melhora a nível nacional, deve-se manter o alerta ligado já que a obesidade é considerada o problema crônico mais predominante entre as crianças do planeta. A OMS, Organização Mundial da Saúde, estima que 41 milhões de pequenos com menos de 5 anos estejam acima do peso (esse número engloba países desenvolvidos e os em desenvolvimento).

Pesquisas mostram que, quanto mais refeições em família se fizer, menor a probabilidade da obesidade ganhar espaço. Por isso, é essencial que o exemplo seja dado desde o início, os pais devem ter participação ativa estimulando a prática de exercícios e uma alimentação saudável.



2. Fake news e seus impactos
 

 O termo Fake News e Pós-Verdade ganharam força nos últimos anos, sendo a segunda eleita pelo dicionário Oxford como a expressão do ano de 2016.

 Em tradução literal, "fake news" significa notícia falsa. No Brasil, elas têm sido citadas em todos os veículos de comunicação ainda mais por estarmos em período eleitoral. Isso porque eleitores tendem a apoiar e compartilhar algo que deprecie o outro candidato, além de acreditarem em conteúdos que estejam de acordo com sua ideologia.

 Já a "pós-verdade" é definida como “relativo ou referente a circunstâncias nas quais os fatos objetivos tem menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”, ou seja, a verdade factual vem perdendo o seu valor em detrimento das versões de um fato que possui o objetivo de sustentar opiniões e ideologias.

 Um exemplo recente ocorreu quando a vereadora Marielle Franco foi assassinada e houve uma onda difamatória. Foram inúmeras notícias a associando com traficantes do Rio de Janeiro com o intuito de desqualificar sua imagem e justificar a morte mostrando o quanto pode ser perigoso acreditar em qualquer coisa que se lê na internet sem verificar antes.

 

3. Escravidão contemporânea e suas consequências

 O que caracteriza trabalho análogo ao de escravo, segundo o artigo 149 do Código Penal brasileiro, são: jornada exaustiva (o trabalhador é submetido a esforço excessivo ou sobrecarga de trabalho que acarreta em danos à sua saúde ou risco de vida), servidão por dívida (fazer o trabalhador contrair ilegalmente um débito e prendê-lo a ele), condições degradantes de trabalho (incompatíveis com a dignidade humana, caracterizadas pela violação de direitos fundamentais que coloquem em risco a saúde e a vida do trabalhador)e trabalho forçado (manter a pessoa no serviço através de fraudes, isolamento geográfico, ameças e violências físicas e psicológicas).

 O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), em carta-denúncia, afirma que há um contínuo desmantelamento das políticas de combate ao trabalho escravo contemporâneo no Brasil. Para eles, a reforma trabalhista do governo de Michel Temer (MDB) piora a situação inclusive para setores em que ainda não há registros desse tipo de exploração.

 

4. A sobrevivência da cultura indígena

  A chegada dos portugueses foi uma verdadeira catástrofe para os nativos e resultou em extermínio de diversos povos indígenas no Brasil por entrarem em conflito com os colonizadores. Estima-se que até cinco milhões de índios viviam no país à época do descobrimento. 

 De lá para cá nada mudou já que eles necessitam batalhar pela sobrevivência. Isso porque eles têm de enfrentar a bancada ruralista, composta por deputados e senadores que defendem os interesses do agronegócio, que tomam as terras indígenas para suas atividades comerciais gerando assim conflitos (A PEC 215 é um exemplo já que as demarcações de Terras Indígenas, bem como as Unidades de Conservação Ambiental, passam a ser responsabilidade do Congresso Nacional).

 Não bastasse isso, a população indígena tem que passar por preconceito. Muitos ainda os consideram como selvagens, colocando-os em segundo plano, e isso pode ser visto ao tratar sua cultura como exótica sendo apenas um folclore além de tratar sua língua como dialeto.

 

5. A superlotação do sistema carcerário

 Uma outra aposta seria sobre a situação dos presidiários no Brasil, ainda mais por ter virado um dos temas mais discutidos durante as campanhas e debates.

 O Brasil já tem a 3ª maior população carcerária do mundo. Segundo dados do Ministério da Justiça, são 726.712 mil presos o que é quase o dobro do número de vagas na prisão. Desses, cerca de 40% são provisórios, ou seja, ainda não têm condenação judicial

 Dados do Levantamento Nacional de Informação Penitenciárias mostram que metade dessas pessoas são jovens de 18 a 29 anos e 64% são negros. Quanto à escolaridade, 75% da população prisional brasileira não chegou ao ensino médio e menos de 1% tem graduação.

 

6. Novos formatos de família

 Hoje é mais aceito pela sociedade ver famílias formadas não só de um homem, mulher e filhos como também de tios ou irmãos cuidando de seus sobrinhos ou irmãos mais novos; avôs fazendo o papel de pais. Além disso, existe também famílias formadas por união estável homoafetiva que desde 2011 o Supremo Tribunal Federal reconhece, ou pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo, regulamentado em 2013.

Outra discussão na sociedade é o abandono do termo "mãe solteira" reconhecendo que a maternidade não necessariamente é sinônimo de estar em um relacionamento estável, além de que "mãe solteira" carrega a conotação de que falta algo. Sendo assim, a expressão "mãe solo" surge para denominar as mães que são principais ou únicas responsáveis pela criança.







Fontes: Foco no Enem e Brasil Escola.

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