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Uma das armas mais poderosas criado pelo homem: o cinema

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O cinema surge na França, com o invenção do cinematógrafo, inventando pelos irmãos Lumière no fim do século. O cinema expandiu-se a partir de então pela França, por toda a Europa e Estados Unidos, por intermédio de cinegrafistas enviados pelos irmãos Lumière para captar imagens pelo mundo afora. O cinema causou um impacto na sociedade quando da sua criação e difusão, como meio de comunicação de massa registrando fatos e contando histórias, e expandiu-se rapidamente. Nos dias de hoje, a industria cinematográfica ocupa um dos pilares de maior movimentação e ganhos com dinheiro, como um exemplo, os Estados Unidos produzem entre 600 e 700 filmes por ano que movimentam US$ 120 bilhões e geram mais de 200 mil empregos diretos – mais da metade na Califórnia. Muito se discute sobre o cinema, mas o que pouco se fala é que o cinema é uma arma muito poderosa.




O Cinema e o nazismo:




Após a chegada do nazismo ao poder em 1933, Hitler estabeleceu o Ministério do Reich para Esclarecimento Popular e Propaganda, encabeçado por Joseph Goebbels. O objetivo do Ministério era garantir que a mensagem nazista fosse transmitida com sucesso através da arte, da música, do teatro, de filmes, livros, estações de rádio, materiais escolares e imprensa.




O cinema, em particular, teve um papel importante na disseminação das idéias do anti-semitismo racial, da superioridade do poder militar alemão e da essência malévola de seus inimigos, como eram definidos pela ideologia nazista. Os filmes nazistas retratavam os judeus como seres "subhumanos" que se infiltraram na sociedade ariana; em 1940, por exemplo, o filme de 1940, “O Eterno”, dirigido por Fritz Hippler, que retratava os judeus como parasitas culturais ambulantes, consumidos pelo sexo e pelo amor ao dinheiro. Alguns filmes, como “O Triunfo da Vontade”, de 1935, de Leni Riefenstahl, exaltava Hitler e o movimento Nacional Socialista. Duas outras obras de Leni, “O Festival das Nações” e “Festa da Beleza” (1938), mostraram os Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, promovendo o orgulho nacional com o sucesso do regime nazista naqueles Jogos. O regime nazista até o final utilizou a propaganda de forma efetiva para mobilizar a população alemã no apoio à sua guerra de conquistas.



O cinema e a Guerra Fria:






A guerra fria influenciou várias produções cinematográficas, algumas se fundamentaram no marketing e na propaganda, visando propagar ideologias e formar opiniões, enquanto outras faziam críticas deste novo cenário político.



A sociedade estadunidense influenciada por vários meios de comunicação como programas de TV, religião e é claro o cinema, viviam uma tenaz cultura anticomunista. Durante a guerra fria o diretor Samuel Fuller dirigiu uma obra-prima do cinema noir, o filme Anjo do Mal, de 1953, onde um ladrão de bolsas sem querer descobre segredos de estado sobre a atual situação política dos EUA na guerra fria e o plano sórdido dos comunistas em impor uma ditadura mundial, este filme consegue personificar a mentalidade xenofóbica do povo norte-americano daquela época perante o socialismo e o comunismo.


Não foram só de propagandas contra os comunistas e os socialistas que viveu o cinema, produções inglesas carregadas de humor negro e sarcasmo também se aproveitaram deste cenário político e realizaram as suas obras-primas. O polêmico Stanley Kubrick concebeu o genial filme Dr. Fantástico, de 1964, um filme que faz críticas a esta relação instável que vivia os EUA e a antiga URSS, relação esta que impregnou o medo em vários países pelo globo, que temiam que estas duas nações começassem uma nova guerra mundial e que, se elas utilizassem suas armas nucleares, aniquilariam todas as formas de vida no planeta Terra. Neste filme, os governantes destas duas superpotências estão cegos pelo poder, eles se comportam como líderes sábios, centrados e poderosos mas na realidade não passam de idiotas dissimulados que não sabem o que fazem. Este filme eternizou o versátil e genial ator Peter Sellers que interpretou três personagens, todos eles de personalidades diferentes e marcantes.



James Bond, o agente britânico carismático, sedutor e invencível também lutou contra os russos no cinema. No filme Moscou Contra 007, de 1967, o agente tem a missão de desmantelar uma organização russa que quer assassina-lo para poder implantar um reino de terror global. Este que é considerado um dos melhores filmes do espião britânico traz mais uma vez Sean Connery no papel de James Bond, um filme bastante divertido e um bom exemplo de filmes que na época usavam a ficção na pretensão de moldar a realidade perante a guerra fria



Conclusão:


Vimos como o cinema pode influenciar as pessoas a acreditarem em algo e estabelecer uma ditocomia do "bem" versos o "mal". É preciso tomar-se cuidado ao assistir um filme, por que muita das vezes você acha que está apenas assistindo um filme, mas ao final dele você sem perceber, acaba tomando uma posição política.

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