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Veja a exposição em Berlim sobre o “Tribunal de Hitler”



A exposição em Berlim mostrou  que os  alemães levaram a condenação à morte mais de 5 mil pessoas entre 1934 e 1945.


Depois de 73 anos que a 2° G.M terminou, pela primeira vez uma exposição traz detalhes do tribunal político instituído por Hitler, o temido “tribunal popular que decretavam a morte dos inimigos, entre 1934 e 1945, sob ordem de Hitler, o tribunal proferiu mais de 15 mil sentenças, com 5.200 pessoas condenadas à morte.
Segundo os responsáveis pela a exposição o objetivo da mostra, que fica aberta até o fim de outubro de 2018, é “chocar as pessoas” por um capítulo terrível de injustiças que continuaram a acontecer mesmo depois de 1945. Sabe-se que poucos dos mais de 500 juízes e promotores que fizeram parte dos tribunais foram punidos, e mais da metade seguiu a carreira com sucesso.


foto: reprodução da internet

Uma das organizadoras do evento mostra que um juiz nazista chegou a ser sentenciado a dez anos de prisão, mas foi absolvido em segunda instância. O presidente do tribunal popular, Roland Freisler, responsável pessoalmente por diversas  de sentenças, faleceu durante um bombardeio em fevereiro de 1945, semanas antes do fim da guerra.
O diretor da Fundação Topografia do Terror, Andreas Nachama, onde acontece a exposição, lembra que os juristas da era nazista conseguiram limpar sua imagem no pós-guerra, como se não tivessem apoiado de forma tão intensa o regime:
Quase todos juízes nazistas viveram bem financeiramente. Na exposição é possível entender que antes de condenar as vítimas à morte, era comum que os juízes trabalhassem também na destruição e desmoralização psicológica dos réus.
Os juízes usavam uma toga vermelha, e a sala do julgamento era decorada com faixas vermelhas e a cruz suástica, como revelam fotos e documentos. Em áudios originais de seus pronunciamentos, percebe-se que alguns, como Freisler, chegavam a imitar o estilo teatral de Hitler.



Uniforme oficial dos nazistas.

Todos os inimigos do Regime eram fortemente perseguidos independente da sua ideologia
Conforme os organizadores juntamente com os historiadores, o tribunal era um dos pilares do regime de opressão. Quando assumiu o poder, no final de janeiro de 1933, Hitler foi eleito por uma população que se apaixonou por as suas promessas de prosperidade e grandeza da Alemanha e que de pouco em pouco o regime do terror foi instaurado. A condenação à morte de apenas um dos supostos envolvidos no incêndio do Reichstag, o prédio do Parlamento, no início dos anos 1930, deixou o Führer furioso. A Justiça era influenciada pelo regime, mas não estava inteiramente tomada. Assim, o tribunal que deveria cuidar apenas dos casos de traição nacional foi fundado. Pouco depois, sua área de atuação foi ampliada: todos aqueles que eram considerados inimigos do regime eram condenados.
Todas as vítimas eram  julgadas, condenadas e executadas em tempo recorde, como foi o caso dos irmãos Hans e Sophie Scholl, que faziam parte do grupo de estudantes “Rosa branca”, de Munique, que distribuía folhetos com frases críticas ao regime. Freisler e seus ajudantes embarcaram para Munique, onde o julgamento foi acompanhado de muita propaganda e terminou em sentença de morte.
Em meados de julho de 1944, depois da mais importante tentativa de matar Hitler, o ministro da propaganda Joseph Goebbels escreveu em seu diário: “Mesmo aqueles que não tiveram uma posição clara devem ser condenados à morte”. Os julgamentos depois do atentado levaram à condenação de 50 pessoas à morte.
O vermelho que lembra o sangue está presente em muitas partes da exposição não só porque esta era a cor da toga dos “juristas terríveis”, mas também porque o tom mostra ao visitante como o tribunal tornou-se um instrumento do terror que tinha o sangue das vítimas em suas mãos.
Na Alemanha é crime negar o nazismo. Só aqui nó Brasil que temos idiotas  que negam tal barbaridade.

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